26/07/2007

Morte do Corpo, Morte do Espírito.


Vive como fantasma na noite
E no dia se refugia triste na solidão
Da natureza morta.
Por trás de velhos e imensos túmulos existe
Anjo branco, colocado ao lado de sua porta.
O dia estava frio e o frio que fazia,
Não era o frio que logo se conforta
Era frio na carne, de carne morta.
No meu coração apenas vestígio
De punhal que fura e corta.
Até você! Veio ver minha desgraça?
Sei que dela vai se alegrar! Ficou livre.
Vá embora,
Não quero lágrimas
Seu amor que tanto quis
Não pode dar!
Hoje já não sou nada e nada sou
Senão carcaça,
No caixão apenas destroços
Restos e ossos, vai carregar?

Marta Peres







1 comentários:

Paula disse...

Mamãe, simplesmente AWEN

ooo
/|\